Resistência – O anel de tucum é um símbolo que representa a aliança que se faz a partir da escolha por lutar do lado dos oprimidos e excluídos pela sua libertação. Na década de 70, o CIMI (Conselho Indigenista Missionário) adotou o anel de tucum como identificação daqueles que fazem a escolha da luta pelas causas populares. No filme “Anel de Tucum", Dom Pedro Casaldáliga explica assim o sentido desta aliança: “(...) Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte (...)".
O anel de Tucum
“... Chamar-me-ão de subversivo/
Eu responderei incisivo:/
O sou. Pelo meu povo que luta,/
Pelo meu povo que trilha apressado/
Caminhos de sofrimento./
Eu tenho fé de guerrilheiro/
E amor de revolução./
E entre Evangelho e canção/
Penso, e digo o que sei./
Se escandalizo, primeiro/
Eu me abrasei de Paixão/
Na cruz do meu Senhor!”
Dom Pedro Casaldáliga
Raízes indígenas – Na etimologia tupi (tukún).
Tucum – índios Kraho, no nordeste de Tocantins, batizaram as espécies da palmeira Astrocaryum sp. de Tucum – em sua língua se chama roy ti - e estas se configuram enquanto as mais importantes fontes de fibras, além de servir como alimento. Até uma larva de inseto que se alimenta da amêndoa serve de alimento.