Area marinha protegida de BeberibeDesde quando os pescadores artesanais do ceará lutam contra a invasão dos barcos de compressor nos anos 1985 procura se uma forma eficiente de combater a pesca predatória que hoje se estende a lagosta e o peixe gerando grande prejuízo e conflitos violentos e mortais. E pouco a pouco os estoques estão se esgotando e começa a ameaçara a biodiversidade.
Foi em 1997 durante as oficinas preparatórias para o “i seminário internacional sobre a pesca responsável” em 6 regiões do litoral do ceará que lideranças do terramar e dos pescadores começaram a falar sobre a necessidade de ter uma área reservada para a pesca artesanal onde não seria permitido o uso de artes de pesca destrutivas como o compressor ou a caçoeira. Onde os próprios pescadores seriam responsável para a gestão da pesca.
Foi um longo caminho contra a oposição de armadores e empresários que teriam preferido de se livrar dos pescadores de jangada de uma vez. No primeiro grupo de trabalho técnico da lagosta em 2002 onde nós participamos a proposta chegou a ser debatido e no final se aprovou uma amp área marinha protegida para a prainha do canto verde, mas mudou o governo e voltamos para estaca zero. Em 2006 com a criação do cgsl comitê de gestão para o uso sustentável da lagosta, voltamos a apresentar a mesma proposta para implantar uma amp para toda a costa de 54 km de beberibe e com 25 km para o mar aberto. Com o monape, cpp e terramar defendendo a proposta conseguimos que o comitê scientifico fizesse um estudo e logo o cgsl aprovou a proposta. Assim iniciando uma nova aventura para o pessoal de prainha do canto verde e as outras comunidades do município de beberibe.
É uma área onde se permite atividades de pesca que não prejudicam e quem ajuda na implantação e gestão são os próprios pescadores. Nós juntos com os técnicos do ibama e das universidades podemos decidir e, ou proibir a pesca em algumas áreas ou durante algum tempo para proteger.